Saturday, October 25, 2008

Lost in Translation or Loveless


Sometimes
Close my eyes
Feel me now
I don't know how you could not love me now
You will know, with her feet down to the ground
Over there, and I want true love to grow
You can't hide, oh no, from the way I feel
Turn my head
Into sound
I don't know when
I lay down on the ground
You will find the hurts to love
Never cared, and the world turned hearts to love
We will see, oh now, in a day or two
You will wait
See me go
I don't care, when you're head turned
You will wait, when
I turn my eyes around
Overhead when I hold you next to me
Overhead, to know the way I see
Close my eyes
Feel me now
I don't know, maybe you could not hurt me now
Here alone, when I feel down too
Over there, when I await true love for you
You can hide, oh now, the way I do
You can see, oh now, oh the way I do

Monday, May 05, 2008

Paradoxos irrelevantes (ou Paradoxos fundamentais) da vida cotidiana

Sou livre, não sou.
Sou um ser subjetivo e individual, único;
não... isto é uma ilusão, sou um ser determinado por consequências reforçadoras,
PIOR, sou um ser determinado por minha herança genética e pela seleção natural.
O que penso é resultado da configuração físico-química do meu cérebro, das vitaminas que me faltam, das sinapses...
não, sou simplesmente semelhante à Deus, em perfeição e divindade, não pecarei
e se Deus está morto, e que esteja, a morte é o meu fim
e eu sou o meio, o meio e o fim da ponte... oh!
Afinal, quem sou eu? E o que não sou? Talvez a pergunta correta seja: O que quero ser? ou O que não quero ser?, não saberei ao certo, se há certo, no entanto vivo controlando as incertezas ou deixando-as me controlarem. De certa forma dá certo, de certa forma não dá. É assim para mim, para você também pode ser. Cada crença, suposição, afirmação num olhar cético não sobra nada, só um espelho e nesse espelho sobra tudo, refletido, dos seus olhos vêm a resposta, que é totalmente singular e totalmente homogênea, depende do óculos que você está usando hoje, que pode ser o mesmo de ontem e de amanhã, que pode ser sempre o mesmo, ou cada dia um diferente... cada um com sua loucura, digo, óculos, digo, jeito, digo, modo de ver algo que tende a se tornar automático se não fosse o paradoxo: ser ou não ser?

Sunday, October 07, 2007

A droga do amor III - O grande final

Diriam alguns que as paixões devem nos guiar como meios da liberdade, onde não se diz não, só sim. Diriam alguns que a virtude está em ser além da moral estúpida que nos afoga e nos faz renunciar aos desejos em prol de algo maior(?). Diriam ainda que as paixões são o que nos impedem de conquistar a tal liberdade pois nos afasta do dever e da consciência do que é certo. Pois que sejam todas essas especulações consideradas ao lado de muitas outras, a verdade é que ninguém (generalizações) é capaz de renunciar a esse sentimento que eleva nosso humor e ruboriza nossa face.

Mas, o que nos leva determinadamente à renúncia? Lembrem-se que, segundo estudos científicos, o nosso cérebro se vicia nos hormônios da paixão e logo eles cessam para dar origem a um relacionamento profundo ou ao fim dele. Como se relacionar diante a fragilidade de opostos que não se complementam, mas se disputam? Se como diz o senso comum "ninguém muda" então os casamentos sobrevivem de contos de fadas muito interessantes. Sim, caros, mudamos, nisso acredito. Nosso amor cresce em plano concreto, depois, levado pelo êxtase da compreensão que o outro lhe oferece, o amor passa a pedir mais do que pode pedir e se torna um ideal de mentiras. Podemos querer crescer dentro de um amor, mas isso não fica mais coerente diante de posições mais objetivas como "sim querida, sei que você cozinha muito mal, por isso fiz esse excelente curso de culinário, nunca mais comeremos arroz queimado" ou " sim querido, eu sei que adoro criticar o que você faz, mas agora me posicionarei como uma professora amável, que tenta ensinar seu dedicado aluno a corrigir seu erro"... oh, que idílico!

Para aprendermos qualquer ciência, exata ou não, precisamos de certo esforço, pois a compreensão se consiste na interpretação de símbolos da linguagem específica de cada ciência. Pois podemos então elevar um sentimento de grandeza, como o amor, ao nível de ciência, mas uma ciência de caráter mais particular, onde cabem as interpretações de cada parte envolvida no caso. Nas conversas de butecos já levanta-se a questão de que todo relacionamento é igual na questão das brigas e desentendimentos em geral. Um namorado raramente equivale a um amigo, pois amigos nos entendem num olhar e já se sentem satisfeitos em tomar chuva junto de outro amigo, isso resume um “programão”, no caso do namoro nunca se entende nada e nada é o suficiente para a satisfação, idealiza-se a complicação do prazer, que ops... só resulta em desprazer. Assim, vivemos profundos momentos de alegria e insatisfação, pois nosso namorado não é nosso amigo e não aceita nos acompanhar naquelas atividades que nós nunca faríamos, mas que com nosso amor seria lindo, oh, que idílico!

O fim dessas frustações mirins vem com o fim do amor, de forma forçada. Jogamos nosso corpo numa peneira a fim de sabermos quem somos, voltamos a vida normal e sem planos mirabolantes, nos apercebendo do quanto somos estúpidos e claro, mirins. Do meu ponto de vista, os animais são sempre bom exemplo quando se busca a felicidade, eles não têm moral, não têm conceitos metafísicos na cabeça, não têm crises psicológicas e agem pelo instinto. Como somos humanos, fica ai a sugestão de bater o humano com seu lado primitivo no liquidificar para deixar a vida mais homogênea, mais relax.

E finalizarei aos modos subentendidos: além da porta sagrada e limpa do mundo artificialmente luminoso existe um mudo quentinho, colorido e gracioso, amém amor.

Saturday, September 29, 2007

Suspiro úmido de satisfação

Umidade, até que enfim
o fim
do seco tempo de retaguarda.
Respiramos de vagar
porque o ar era pesado,
fardo da vida
mecanismos para viver.
Satisfação sim
é respirar assim, úmido.
Que o sol virá,
esperamos,
pois umidade excessiva
mofo podre traz.
Dia cinza, morno e úmido...
que seja,
leve para respirar,
satisfeitos.
Suspiros infindáveis
para acalentar a apnéia que interrompia um ciclo vital:
respirar sem dificuldades.

Wednesday, September 19, 2007

Enforcados


O homem levanta para olhar a rua,
da janela só se pode sentir

a verdade
nua e crua

Consentimos com o que vemos
“Sim!” - dizemos
“É a realidade!”

Do outro lado
nada muda,
a não ser o toque manchado
de alguém que estuda
o olhar do outro calejado
na janela próxima a sua

“Meu irmão” – pensa então
“passivo de alma
tão igual sou eu passivo de ação.
Todo dia observamos o mal acontecer
sem nos mover fingindo que o amamos,
fingindo que nos amamos”

Assim fecha cada qual a janela que lhe pertence
já que não lhes possui o absurdo da realidade
o que percebe, perece
o que não, compreende:

- É assim.

Tuesday, July 24, 2007

Orquídeas


Nasceu a flor rosada

do broto em que estava fechada

se abriu como em um abraço e

fechou-se em curto tempo de espaço.

A flor com cara de animal selvagem

definhou no mesmo movimento em que aflorou

Assim são as orquídeas:

ao passo que uma seca

um outro broto se estica.


Friday, May 18, 2007

La Valse De Monstre

Escrever aqui tem um valor vital: a lembrança.

Aqueles pensamentos que nos ocorrem e logo se vão com destino incerto, preciosas idéias que mudariam nossa vida pra melhor se nos lembrassemos delas. Pense em quantas vezes você já não se deparou com algo que escreveu no passado e que se encaixaria perfeitamente no seu momento atual ou em quantas vezes não lhe ocorreu um pensamento que você reconheceu não ser uma novidade. Aqueles parafusos a mais que existem em nós mesmos, nos desequilibrando aqui e ali até que alguém vem e nos cutuca na ferida fazendo com que pensemos em que parafusos nos mantêm e quais nos dissipam. Que momento bom de entendimento, se é... mas passam algumas horas e já fazemos tudo igual, igualzinho e erramos igualzinho e pensamos em mudar igualzinho e igualzinho a gente continua, não muda. Ou seja, toda vez que paro para reler os textos que escrevo aqui me lembro de algo que não deveria ter esquecido. Poxa vida, acho que vou dormir com uma fita tocando todas as minhas observações críticas quanto a mim mesma para aprender um pouco mais, assim como aqueles cds com fórmulas físicas que escutamos repetidamente para decorar tudo.

Vou começar a ouvir mais os meus conselhos, literalmente.

Saturday, May 05, 2007

Muito barulho por nada

Pensar estando dentro de casa é realmente difícil. São as paredes brancas, sufocantemente "cleans" e o excesso de monóxido de carbono acumulado que provem dos carros que transitam por esta rua todos os dias. Para respirar um pouco mais puramente não ando muito, veja só que ironia, basta descer uma quadra e já chego ao Zerão, com suas muitas árvores e grama macia.
É Sábado, muita gente ainda está almoçando, já são mais de duas horas da tarde, no Zerão há pouca gente, a não ser aquele aglomerado de pessoas na frente do estúdio Desirrê Sõares (não sei escrever e já aproveito para esculhambar). Pessoas bem atípicas para o clima do lugar, gente cheirosa, bem arrumada e de salto alto. Vai rolar um desfile super por lá. Com toda certeza eu não parei para assistir. Desci as escadas, vi uns moleques de 11 ou 12 anos de idade praticando o tal Le Parkour, um mendigo dormindo no campo de criket(ou algo parecido) onde os descendentes nipônicos já de certa idade costumam passar suas manhãs.
Ai que nada de novo, a não ser o ar, um pouco menos carregado. Ando até de vagar, porque ali é gostoso me demorar, sento quietinha, sozinha, só para olhar a grama e pensar. Pulo de um banco para o outro, mudando um pouco a paisagem que se sintetiza em árvores. Subo até aquele balanço, aquele lá bem nas bordas do Zerão, onde você balança em meio à rua, motos e caminhão e também às árvores. Balanço, mais gente arrumada passa e desse as escadas, vão para o desfile provavelmente. Balanço, mais gente passa, olha e ri, "meio grandinha essa ai para brincar de balanço", mas é que a rede de casa não é tão bacana quanto um balanço, se é que há diferença, hã?!
Já relaxei os músculos e meu mau-humor, posso voltar para casa. O Zerão já vai ficando mais movimentado, até criança vai desfilar. Bom pra aquelas que aguentarem olhandar tanto tempo para o parquinho de diversões que está bem na frente do estúdio e não correr até lá para brincar. Uma dezena delas no entanto já está lá sujando a roupa nova que a mamãe lhes vestiu, enchendo o sapato de terra. Essas ai, as pequenas pessoas, ainda não se atraem pela estética, desfile, moda e essas coisas tolas a quais se costuma dar grande valor. Penso em fazer algum atentado ao "fashion" ali naquele lugar, mas me amedronto diante daquelas mulheres, boa parte delas deve ser fã de novela e pensam que uma boa maneira de resolver um problema é "armando o maior barraco" e depois chorar de raiva... e na raiva delas, vai que um daqueles sapatos de saltos finos e enormes que estão vestindo voa até minha cabeça, pois não, não mesmo! Mais uma olhada de despedida para as crianças que já emporcalharam toda a sua roupa e perderam as chances de vencer o desfile, mas como diz a propaganda: Se sujar faz bem(com duplo sentido).

Friday, February 16, 2007

Desavenças orkutianas na vida cotidiana

Eu sabia que isso ia acontecer. Tornou-se um hábito, costume, parte da cultura. Se o profile do orkut desapareceu, cabou-se velho amigo, é como se você estivesse muito longe. Mas o que é que você está pensando? Liga-me, pega o telefone! Decorar uma sequência de números não é difícil, e pro caso de memória fraca basta memorizá-lo no seu própria aparelho ou agenda de papel. Se para lembrar-se dos amigos, precisa ver a foto dele, esqueça então até da foto, ignora-a. Coisa boa vem a mente só de fechar os olhos. E se só porque ninguém mais acha o meu profile fui esquecida. Não me importo mais. Sei que estou nas entrelinhas dos pensamentos das pessoas pelas quais na vida eu passei. Pois então usa essa linha, siga por ela. Pergunto-me então, porque têm medo de mim? Porque as pessoas têm tanto medo do real? Da expressão de um "oi", de um "fim"?

Bicho humano é assim, os que têm medo temem em retaguarda e os que não pensam em temor, perdoam aqueles que esquecem em auto defesa do que o medo criou.

[ficção

ficção porque só existo na internet.]

Wednesday, January 17, 2007

Saber (não) é viver

Eu pergunto quem sou
eu paro e me analiso.
Me sinto,
questiono,
estudo.
Não para me conhecer, só para saber onde estou assim como perguntar que horas são. Não faz diferença se você sabe ou não, as horas continuam correndo, mas quando você sabe a que passo ela corre é mais fácil dominá-la. Não quero dominar, não quero saber que horas são.

Estamos dentro do tempo, do nosso e do individual. Vou passar mais quanto tempo perguntando as horas? Não... silêncio. Posso registrar isso como uma nova fase, o tempo onde o tempo não é questionado para ser controlado, o tempo onde o tempo está correndo dentro da sua lógica e eu, ao invés de questioná-lo sempre com pressa, pensando se teria tempo de percorrer todos os caminhos que planejei, me apressando por atalhos, acalmei-me. Uma nova fase onde o tempo começa a ser pressentido naturalmente.

Então, sem barulho.